Cidades Resilientes
2026
Como poderíamos imaginar uma cidade resiliente, justa e de baixo carbono?
A ilustração-diagrama partiu de duas intenções: a representação de diferentes “cenas” dentro de um espaço gráfico, cada uma trazendo um dos temas que consideramos essenciais para um desenho de cidade. Mas por onde começar diante do espaço branco da folha? Aparece então, como ponto de partida, a experiência do corpo na cidade: o pedalar próximo à vegetação, a caminhada em uma cidade que permite a caminhada inserida ao cotidiano.
Essa experiência cotidiana urbana se conecta com a soberania e a produção sustentável de alimentos, a construção do espaço urbano com materiais locais que dialogam com a paisagem preexistente, os espaços públicos feitos para seres humanos e sua convivência.
Tudo isso permeado e conectado pelo caminho das águas, que sustenta a vegetação e a fauna em seu entorno. E que traz em si o exemplo de como construir os espaços internos e externos em uma dinâmica fluida e permeável.
Em uma cidade justa e construída coletivamente, os espaços de convivência humana são valorizados, em consonância com o respeito ao contexto dos demais seres vivos.
O desenho é mais que representação: é o início da materialização dos mundos que podemos imaginar. Esse é um convite à imaginação de cidades que não apenas respondam a problemas, mas que reflitam o melhor que nós, como humanidade, podemos trazer ao ecossistema que nos abriga.